sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Castidade

O sexo tem um sentido muito profundo; é o instrumento da expressão do amor conjugal e da procriação. Toda vez que o sexo é usado antes ou fora do casamento, de qualquer forma que seja, peca-se contra a castidade. A castidade é uma virtude moral. É também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual (Cf. Gl 5,22-23). O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo. (Cat. §2345) A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade do homem em seu ser corporal… Para se viver uma vida casta é necessário uma aprendizagem do domínio de si; ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz. Para se viver segundo a castidade é preciso resistir às tentações através dos meios que a Igreja nos ensina: fugir das tentações, obedecer os mandamentos, viver uma vida sacramental, especialmente freqüentando sempre a Confissão e a Comunhão, e viver uma vida de oração. Muito nos ajuda nisto a reza do santo Rosário de Nossa Senhora e a devoção e auxílio dos santos. (cf. Cat. §2340) Sobre o matrimônio, Bento 16 pediu castidade “dentro e fora” do casamento. “Deus vos chama a respeitar-vos também no namoro e no noivado, pois a vida conjugal que, por disposição divina, está destinada aos casados é somente fonte de felicidade e paz na medida em que souberdes fazer da castidade, dentro e fora do matrimônio, um baluarte (símbolo) das vossas esperanças futuras”, disse o pontífice.

Mais de três milhões de adolescentes nos Estados Unidos são infectados a cada ano com algumas doenças sexualmente transmitido. Os Estados Unidos tem a taxa mais alta de gravidez adolescente entre os países desenvolvidos e as jovens que abortam constituem 20 % (cerca de 260 mil) de 1.300.000 abortos realizados a cada ano no país

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que aproximadamente 33 milhões de pessoas sejam portadores do vírus HIV. O estudo revela que cerca de 2 milhões de pessoas morreram de Aids no ano passado, a maioria de adultos. A ONU estima que 7.400 pessoas sejam infectadas diariamente pela Aids no mundo, 45% delas têm entre 15 e 24 anos.

Santo Agostinho disse que: “A castidade nos recompõe, reconduzindo-nos a esta unidade que tínhamos perdido quando nos dispersamos na multiplicidade.” (Confissões, 10,29,40) A virtude da castidade é comandada pela virtude cardeal da temperança, que faz depender da razão as paixões e os apetites da sensibilidade humana. (cf. Cat. §2341). O homem que vive entregue às paixões da carne, na verdade vive de “cabeça para baixo”; sua escala de valores é invertida; torna-se fraco. Não é mais um homem; mas um caricatura de homem. Infelizmente a sociedade hoje ensina os jovens a darem vazão e satisfação a todos os baixos instintos; essa “educação” é uma forma de animalizar o ser humano, pois coloca os seus instintos acima de sua razão e de sua espiritualidade.

O domínio de si mesmo é fundamental para a pessoa ser capaz de doar-se aos outros. A castidade torna aquele que a pratica apto para amar o próximo e ser uma testemunha do amor de Deus. Quem não luta para ter o domínio de si mesmo é um egoísta; não é capaz de amar. Por isso, a castidade é escola de caridade. A Igreja ensina que: “Todo batizado é chamado à castidade. O cristão “se vestiu de Cristo” (Cf. Gl 3,27), modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade” ( Cat. §2348).


quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A luta do jovem cristão

Masturbação: como enfrentar este problema




É grande a luta do jovem cristão contra o vício da masturbação.

A sua prática é bastante comum entre os rapazes e as moças; é um dos principais problemas enfrentados pelos jovens cristãos.

Saiba antes de tudo que a masturbação não é indício de distúrbio de personalidade ou de problema mental. É um problema muito antigo na humanidade; já o “Livro dos Mortos”, dos egípcios, a condenava por volta do ano 1550 antes de Cristo. Pelo código moral dos antigos judeus era considerado pecado grave.

Encontrei homens casados que continuavam a se masturbar, embora tivessem uma vida sexual regular com a esposa. Isso mostra que o vício da juventude continuou e prejudica o casamento.

Embora as aulas de “educação sexual”, muitas vezes, ensinem que essa prática é normal, e até necessária, na verdade, é contra a natureza e contra a lei de Deus. Infelizmente, nessas aulas e cartilhas sobre o assunto, os alunos são aconselhados a não terem sentimentos de culpa, angústia ou ansiedade ao fazê-lo, e ensinam que não é prejudicial à saúde. Isso não é verdade; muitos médicos afirmam que ela é prejudicial ao jovem tanto física quanto psicologicamente.

A Igreja ensina que é um ato desordenado. Embora defendida por muitos como “algo normal”, a Igreja ensina que não: “Na linha de uma tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmam sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseco e gravemente desordenado”. “Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade” (Catecismo da Igreja Católica §2352).

Então, o jovem e a jovem cristãos devem lutar contra a masturbação, com calma, sem desespero e sem desânimo, sabendo que vão vencer essa luta com Deus, na hora certa. Para isso, algumas atitudes são importantes:

1 - Tenha calma diante do problema. Você não é nenhum desequilibrado sexual, nem impuro. Você não é uma aberração porque se masturba. Enfrente o problema com calma e com fé.

2 - Corte todos os estimulantes do vício. Jogue fora todas as revistas pornográficas, livros e filmes eróticos que você costumava ver. E não fique olhando para o corpo das moças ou dos rapazes alimentando a sua mente com desejos eróticos. Deixe de assistir aqueles programas de TV que cada vez mais jogam pólvora no seu sangue. A TV é hoje um dos piores venenos para o jovem que luta contra a masturbação. E fuja dos “sites” eróticos da Internet.

3 - Faça um bom uso de suas horas de folga. Aproveite o tempo para ler um bom livro, praticar esportes, sair com os amigos, caminhar, etc.. Não fique sem fazer nada, especialmente na cama, pois “mente vazia é oficina do diabo”.

4 - Não desanime nem se desespere. Lute diariamente contra a masturbação, mas se você cair, levante-se imediatamente, peça perdão a Deus de imediato e retome o propósito de não pecar. Não fique pisando na sua alma e se condenando.

Diga: “Está bem, eu errei, eu caí, aceito a minha queda humildemente, porque sou fraco; vou conseguir com a ajuda de Deus superar isso. Vou continuar lutando até me libertar definitivamente, mesmo que eu caia um milhão de vezes; não desistirei e não me desesperarei.”

Deus ama, jovem, a nossa luta contra o pecado; a nossa vitória diante dele, é mais a nossa perseverança na luta do que propriamente a vitória completa. Confesse-se com o sacerdote; sempre que cair, não tenha receio, ele o compreenderá; está cansado de ouvir isso.

5 - Alimente a sua alma com a oração, a Palavra de Deus e os sacramentos da Igreja. Há um ditado que diz: “Mosca não assenta em prato quente”. Se você mantiver a sua alma aquecida com o calor do Espírito Santo, as moscas da tentação não o perturbarão. Mas se o prato esfriar... Após uma queda no campo do sexo, sempre fica claro que faltou “vigilância e oração” para não pecar. Muitas vezes, abusamos da nossa fraqueza e nos expomos diante do perigo... e caímos.

Há um outro provérbio que diz: “A ocasião faz o ladrão”, ou ainda: “Quem ama o perigo nele perecerá”. Na verdade, teremos de pedir mais perdão a Deus porque não vigiamos e não oramos do que por ter caído no pecado propriamente. E lembre-se: a luta é mais importante do que a vitória. Sobretudo, lute contra esse pecado por amor a Jesus que morreu por nós na Cruz; ofereça a Ele essa luta dura; peça a Sua graça e não deixe de se consagrar todos os dias a Nossa Senhora.

artigo de Prof. Felipe Aquino